Novo Eu Todo Dia

R$58,00

Versos revelam a vida no cárcere

Novo eu todo dia”, livro de Reginaldo Rossetti, nasceu da experiência atrás das grades.

Versos que trazem à tona os tons sombrios da vida atrás das grades e a necessidade de renascer diariamente. “Novo eu todo dia”, do poeta Reginaldo Rossetti, será lançado neste sábado, 8 de novembro, às 19h30, no Clube Blondin, durante o Festival Literário de Laguna.

Com 148 páginas, o livro é dividido em três capítulos e traz 52 poemas. Neles, encontramos versos como: “Será que adianta / ainda, eu falar que / o crime não compensa? / Olha pra mim de novo, / irmão, pagando sentença! / O meu currículo no crime / já foi longe demais, / Mas sei que é possível / ainda sonhar com a paz”.

O autor

O autor, Reginaldo Rossetti, residente em Tubarão (SC), está em privação de liberdade. “Novo eu todo dia” veio ao mundo com os poemas escritos à mão, com caneta esferográfica, na solidão do cárcere, e enviados por cartas. “Este livro nasceu atrás das grades, respirou através de envelopes amassados e atravessou muros antes de chegar às suas mãos. Cada página carrega o peso do tempo, a tinta da resistência e o cheiro de liberdade que só as palavras podem trazer”, afirma, em suas páginas.

Ao publicar este livro, a Editora Sambaqui amplifica e faz ecoar mais longe uma voz solitária, mas que fala por muitos. Rompe o silêncio e a invisibilidade e amplifica as palavras daqueles que estão fora das margens, com seus corpos disciplinados e seus lugares precisamente demarcados pela sociedade de controle e seus dispositivos.

A poética

A escrita de Reginaldo, por sua vez, nos revela a crueza, os conflitos e os dilemas de quem se encontra privado da liberdade. Estão aqui nestas páginas, sem conforto ou delicadezas, a rotina, as ausências e todo o sofrimento existencial – para muitos, inexistencial – de quem está recluso, ignorado e esquecido.

Esteticamente, as imagens poéticas e a estrutura dos versos dialogam diretamente com o slam e o rap. O modo direto, sem cerimônias ou formalidades – o “papo reto”, sem rodeios – certamente, é resultado do envolvimento do autor com o movimento hip-hop.

Novo eu todo dia” está nas trincheiras da poesia marginal brasileira contemporânea. Para além do seu valor literário, é registo e retrato fiel de seres humanos que são como nós, mas vivem experiências totalmente diferentes. São pessoas que habitam outro lugar, outro mundo. O outro lado.

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Descrição

Novo Eu Todo Dia

A escrita de Reginaldo carrega a potência do tempo vivido em reclusão, das reflexões cabidas a quem é privado da liberdade e confronta diariamente seus sonhos e os rumos a serem seguidos. “Novo Eu todo Dia” recria em versos, o peso dos dias atrás das grades, das pequenas rotinas às grandes ausências.
A poesia marginal contemporânea, que toca o sofrimento existencial, bem como o tom da denúncia. A leitura destes versos permitem acompanhar a fala livre, que atravessa em versos as grades que a cercam.

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Eu sou um protagonista do drama,

de uma história sem fim,

Cadeia, nunca mais,

isso não quero pra mim.

É exatamente o que eu dizia há dez anos atrás,

Mas a justiça cega auto se julga eficaz.
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Informação adicional

Peso 0,2 g
Dimensões 15 × 21 × 4 cm